Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Sim! Escrevo IV (2008)

                         I                             

Escrevo sempre que posso, sou criativo

tenho veia, não digo que tenho talento

podia cair nesse erro a qualquer momento

e estatelar-me apenas por esse motivo

 

tento o meu melhor em cada poema

sei que tenho limitações, sou humano

e sei que a nódoa cai no melhor pano

não quero fazer uso de um só sistema

 

tento não ser repetitivo

procuro escrever do que sei

a verdade é a minha arma

 

fujo do mundo limitativo

faço versos que p'ra mim são lei

escrever é dom, não é karma

 

                         II

Os temas surgem naturalmente

não os forço, isso seria errado

sou simples, evito ser complicado

faço uso do que tenho...a mente

 

a vida é um poema por si só

esta máxima não encerra mistério

faço uso do humor e sou sério

sou impiedoso e capaz de ter dó

 

as últimas palavras estão por dizer

calado não fico, vou querer falar

quer me escutem ou não

 

ainda tenho muito para escrever

vai ser difícil alguém me parar

acredito que tenho razão

 

                         III

De bem escrever, acredito ser capaz

poemas livres ou mesmo sonetos

com versos bons, outros obsoletos

com rima séria, fácil e perspicaz

 

haverá porventura algum verso forçado

pois não sou de todo infalível

e nesta vida nada é impossível

é só ver o que eu tenho "postado"

 

tento ser poeta por direito

escrevo por amor às letras

aqui sozinho no meu canto

 

quero fazer poemas do meu jeito

com temas sérios e outras tretas

tentando escrever com encanto

 

                         IV

Já o disse e volto a repetir

de poeta sou só aprendiz

a escrever sou homem feliz

isso não posso desmentir

 

escrevo desde que aprendi

não nego a minha obsessão

escrever é uma eterna paixão

das mais fortes que já senti

 

faço dos poemas a minha cama

onde me deito e reflicto

sobre o meu quotidiano

 

sou aquele que a escrita ama

não admito ficar aflito

pelo meu valor ser mediano

 

sinto-me: inspirado
publicado por manu às 20:01
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10 comentários:
De almariano a 3 de Dezembro de 2008 às 21:44
Curiosamente aqui vim espreitar,
pois tal como tu adoro poesia,
os teus poemas vou começar apreciar,
e vai ser a partir deste dia...
De manu a 3 de Dezembro de 2008 às 22:56
Noutros espaços já nos cruzámos
já li muito comentário escrito por ti
e agora que finalmente nos falámos
digo: bem-vindo sejas por aqui !

Esta casa não tem porta de entrada
entra nela quem muito bem quiser
obrigado pela bela quadra deixada
ter-te por leitor é um enorme prazer

Um abraço.

De MBeirão a 3 de Dezembro de 2008 às 21:57
Aprendiz, poeta ou consagrado
quando se ama não importa
deixo-te aqui um recado,
para que nunca feches essa porta

inspira-te na vida, no amor
escreve e denuncia livremente
Que qualquer poeta com valor
partilha o que vai na alma e sente

Um grande abraço


De manu a 3 de Dezembro de 2008 às 23:08
O que a internet tem de bom
é esta partilha constante
mesmo palavras sem som
soam mais alto sem altifalante

Forte abraço.

De Velucia a 4 de Dezembro de 2008 às 00:34
Olá Manulo

Aqui vim a espreitar
E ao ler fiquei feliz!
Vi dois poetas maravilhosos
Escrever poesias que nos diz
Muito da vida, da lida
E quem sabe um dia...
De serem felizes?

Um abraço

De manu a 4 de Dezembro de 2008 às 19:51
A felicidade depende apenas e só de nós
haja muita saúde e alegria na vida
mesmo sozinhos, nunca estaremos sós
quando a nossa poesia é lida

Um abraço.
De Velucia a 7 de Dezembro de 2008 às 02:23
Manulo

Venho pedir desculpas por uma palavra que eu disse.

A palavra "lida", no sentido que escrevi, foi, o que para nós aqui é comum, como "trabalho".
É que eu escrevi errado, deveria ter colocado "na lida".

Não sei se o fiz entender.

Mais uma vez desculpe-me.

Um abraço


De manu a 7 de Dezembro de 2008 às 04:10
Em bom português nos entendemos
essa palavra tem o mesmo significado
dizemos "lida" para o que nós lemos
e também para o que é trabalhado

Abraço.
De Utopia das Palavras a 5 de Dezembro de 2008 às 17:40
Versos sem conta nem medida
É a tua alma sentida que vagueia
Todos os dias são uma despedida
E na poesia a vida te premeia!

Um beijo
De manu a 5 de Dezembro de 2008 às 22:00
Os meus prémios são as vossas quadras
comentários que me deixam embevecido
aqui, também tu naturalmente te enquadras
tanto elogio não mereço, não é merecido

Beijo

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