Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Sim! Escrevo VI (2008)

                         I

Sei que escrevo sem limite

não há tabus na minha escrita

é possível que alguém acredite

no que este poeta acredita

 

escrevo tudo num só momento

poucas vezes uma quadra corrijo

apenas falo com conhecimento

essa condição a mim próprio exijo

 

leio e escrevo, escrevo e leio

a inspiração vem de rompante

falo só do que conheço

 

escrevo poemas sem receio

escrevo tudo num instante

à inspiração eu obedeço

 

                         II

A fadista cantava até a voz lhe doer

cantava muito e com bastante mestria

até à exaustão eu ando a escrever

e escrevo de uma forma doentia

 

são versos atrás de versos, alucinados

os que escrevo neste meu caderno

pela inspiração eles são criados

no calor do meu quarto, neste inverno

 

há horas que estou a escrever

os poemas nascem enfileirados

só parei para poder almoçar

 

hoje ninguém me pode deter

escrevo versos acorrentados

não vejo como posso parar

 

                         III

a escrita evolui com naturalidade

sinto-me evoluir a cada hora

cada poema, uma nova preciosidade

como o que escrevo agora

 

pode parecer presunção da minha parte

mas amo de paixão a minha poesia

não sei se lhe posso chamar arte

nem era isso que pretendia

 

sou capaz de versos fazer

bons ou maus, não interessa

escrevo o que acho normal

 

escrevo poesia por prazer

cada poema é uma peça

escrevo e ponto final

 

                         

sinto-me: inspirado
publicado por manu às 22:33
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2 comentários:
De Utopia das Palavras a 10 de Dezembro de 2008 às 16:11
Nunca escrevas ponto final
Na escrita e na na vida não há
Há sim, caminhos e um sinal
Que naturalmente poeta te fará!

Um beijo
De manu a 10 de Dezembro de 2008 às 20:43
Mais uma quadra inteligente
repleta de precioso saber
recebê-la deixou-me contente
por isso estou a agradecer

beijo.

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