Domingo, 30 de Novembro de 2008

Sim! Escrevo II (2008)

Sem escrever não vivo na plenitude

as palavras são folhas de um trevo

as quais formam os versos que escrevo

eu sou o objecto, elas são a atitude

 

Escrevo o melhor que posso e sei

eu sou o boneco, palavras são Giuppetto

escrevo poemas como este soneto

descoberta nova e adicto fiquei

 

São versos o que respiro

são quadras o que sinto

prazer que tenho na vida

 

Noutra era escrevi em papiro

digo só verdades, não minto

porque a escrita me é querida

 

sinto-me: inspirado
publicado por manu às 17:39
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Sábado, 29 de Novembro de 2008

Olá Vera! (2008)

O prometido é devido, diz o ditado

e quem deve tem mesmo de pagar

prometi um novo poema dedicar

agora o faço, sou um homem honrado

 

Para uma paranaense, gente fina

que sempre comenta o que escrevo

mando um abraço, beijo não me atrevo

para você que vive em Londrina

 

Tua alma é pura, eu bem vejo

tua simpatia é mesmo natural

como se diz aqui, tudo do baril

 

Tudo de bom eu te desejo

sou o teu amigo de Portugal

tu és a minha amiga do Brasil 

sinto-me: amigo
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publicado por manu às 22:16
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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Acesso (i)limitado (2008)

Quando nos habituamos a ter tudo à mão

e o que nos faz falta está tão perto

pouco valor damos a uma questão

eu vou falar, digam-me se estou certo

 

Lisboa é uma cidade enorme, muito vasta

tem de tudo um pouco, grande variedade

restaurantes, bancos e hotéis quanto basta

hospitais, escolas e museus em quantidade

 

Tem universidades, cinemas e livrarias

clínicas, quiosques e lojas do cidadão

centros comerciais e muitas lavandarias

empresas de mudanças e fábricas de pão

 

Podia ficar aqui a noite inteira

a enumerar o que Lisboa tem

lugares de lazer e brincadeira

não falta nada para nosso bem

 

Mas nem só dentro ou perto da capital

existem pessoas com necessidade

em muitos locais, para ir ao hospital

perdem-se horas, uma eternidade

 

Há locais sem escola primária

as crianças fartam-se de caminhar

percorrem uma extensa área

para poderem aprender e estudar

 

Há terras sem teatro, cinema ou museu

sem posto médico ou estação dos correios

há quem não tenha o que por direito é seu

e para os ter só através de outros meios

 

A desigualdade neste nosso Portugal

é tão grande que até dá vergonha

eu tenho acesso fácil ao essencial

enquanto algures alguém apenas sonha

 

este texto surgiu após um comentário de Filipe no meu outro blog. Este é para ti amigo.

 

publicado por manu às 23:05
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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

Sem internet (2008)

Há coisas para as quais não encontro explicação

porque nunca acreditei em coincidências

dois dias sem internet, sente-se frustração

terá sido castigo pelas minhas ausências?

 

Tenta-se de tudo um pouco, mas sem sucesso

nada do que se faz produz bom resultado

após a primeira tentativa, repete-se o processo

fica tudo na mesma, o que se fez de errado?

 

Não vale a pena insistir, posso mais tarde tentar

mas a situação mantém-se para meu descontentamento

tento a calma manter e os nervos acalmar

tudo vai voltar ao normal a qualquer momento

 

Um dia sem internet não passa de desilusão

dois seguidos já me deixa bem preocupado

por mais que tente encontrar uma solução

é como se eu nunca a tivesse procurado

 

Eis por fim chegado o terceiro dia

como se nada tivesse passado, acontecido

sem dificuldade ela aparece bem sadia

nada preocupada por me ter aborrecido

 

sinto-me:
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publicado por manu às 21:35
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Domingo, 23 de Novembro de 2008

Realização pessoal (2008)

Dever cumprido, tarefa acabada

mais um bom motivo de satisfação

trabalho terminado, obra executada

puro ego elevado, plena realização

 

Ver o resultado final e admirar

o que fiz com a própria mão

foi a causa de tanto trabalhar

fazer tantas horas, tanto serão

 

No fim, alivio e cansaço lado a lado

juntos são fogo da mesma chama

vai-se o alivio, estou mesmo cansado

para recuperar, só na minha cama

 

Durmo um sono justo e tranquilo

muitas horas se passam até acordar

não penso no que fiz ou naquilo

que segunda-feira vou encontrar

 

Um dia de cada vez, assim vou fazer

pelo trabalho, de outras coisas abdiquei

tenho na vida um outro grande prazer

a ele me dedico, a ele regressei

 

Voltei para escrever mais poemas

e escrever é a melhor medicina

para resolver todos os problemas

nada como a velha disciplina

 

E com humor venho aqui poetizar

mesmo que fracas sejam as rimas

umas vezes vou cair e deslizar

outras, darei voz às minhas cismas

 

Estou ansioso pelo que aí vem

tenho fome de poemas e escrevo

este poema até me parece bem

e prolongá-lo não me atrevo

 

sinto-me: aliviado cansado inspirado
publicado por manu às 12:59
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Aviso (2008)

Peço desculpa aos amigos e amigas da net

apelo à vossa paciência e compreensão

tenho chegado a casa perto das onze, saio às sete

a minha vida laboral sofreu uma alteração

 

São 14 horas de trabalho, mais duas de viagem

das oito que sobram, seis são para dormir

convenhamos que duas horas é pouca margem

para poemas fazer, dizer, ler e ouvir

 

Curto, vai ser o tempo esta semana

muito, o trabalho que me ocupa

na vida não mandamos, ela é nossa sultana

 

Desculpem se não vos puder visitar

tentarei responder aos comentários

que tiverem a amabilidade de me deixar

 

sinto-me:
publicado por manu às 22:28
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Domingo, 16 de Novembro de 2008

Merbaha Ayshe (2008)

               Português

 

Merbaha! Hello! Olá!

benvinda Ayshe, amiga turca

benvinda sejas por cá

com ou sem burca

 

Não sei qual a tua religião

isso não me interessa

mas sei qual é a tua região

é Bursa, embora não conheça

 

Estivemos juntos mais de uma hora

a jogar jogos de dominó

até que tive de vir embora

e deixei-te ficar só

 

Para ti é este poema

escrevi mal te deixei

apenas a lingua foi problema

porque turco eu não sei

 

Minha nova amiga, adeus

foi bom eu te conhecer

recebe estes beijos meus

é o meu jeito de te agradecer

 

                      INGLÊS

 

Merbaha! Hello! Olá!

welcome Ayshe, Turkish friend

you're welcome here

with or without a burca

 

I don't know what's your religion

this doesn't interests me

but i know what´s your region

is Bursa, although i don't knowledge

 

We were together more than an hour

playing games of dominoes

until i had to came away

and i left you alone

 

For you is this poem

wrote bad i left you

only the language was a problem

because i don't know Turkish

 

My new friend, goodbye

it was very good to meet you

receive this kisses from me

it's my way to thank you

 

Gule gule Ayshe

 

 

sinto-me: universal
publicado por manu às 16:30
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