Terça-feira, 29 de Setembro de 2009

A Catarina Azevedo (2009)

Poetisa de versos curtos

teus momentos são pérolas

diamantes lapidados a teu gosto

que encantam como a lua branca.

Jóias de uma coroa que te serve

e enfeitam a imagem de ti.

Brilhantes safiras palavreadas

num registo esmeralda.

Rubis de erudição da tua voz

de mil quilates, ouro e platina.

A tua ausência de opala

é um rio de triste cristal

que nos omite a riqueza

dos teus poemas de jade.

Poetisa de tom meigo e cordial

onde ficaram os teus cantos celestes

chorados pelos querubins?

Onde se escondem tuas palavras?

Sentimentos descritos com brevidade

mas nem por isso menos sentidos.

Onde está a poetisa dos versos curtos?

 

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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Felicidade - 2 acrósticos (2009)

I

 

Faltam

Elementos

Libertadores.

Ingrata

Condição

Incoerente

Do

Amor

Desejado

Eterno

 

II

 

Fico

Esperando

Laivos

Independentes

Com

Insatisfação

Do

Amor

Delicadamente

Esperado

 

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Domingo, 27 de Setembro de 2009

A José Carlos Ary dos Santos

De ti poeta sem papas na língua

nasceram poemas sapatos

poemas espanadores

poemas silêncios

poemas ruidosos

poemas gritados

poemas sussurrados.

De ti poeta sem medos

nasceram poesias punhais

de lâminas afiadas

lâminas de serrilha

que feriram sem matar.

De ti poeta sem egoísmo

nasceram poemas louvores

poemas homenagem

poemas devoção.

De ti poeta sem terra

nasceram poesias respeito

poesias admiração

poesias amizade.

Por ti poeta sem tempo

nasceu a minha afeição

por um conceito maior

que revelaste ao mundo.

Como tu poeta da transparência

também eu quero ser poeta

quero ser tudo o que disserem

mas...

"poeta castrado... não!"

 

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Sábado, 26 de Setembro de 2009

Leio (2009)

Leio a poesia consagrada

escrita pelos poetas mestres

e vou bebendo a sabedoria

que desejo ter em meus versos.

Leio os poemas mais afamados

escritos pelos poetas fundamentais

e tento aprender conceitos

que divinizem a minha poesia.

Leio os cantos mais sublimes

versejados pelas vozes exímias

e tento redigir meus textos

com sentimento e paixão.

Leio a poesia universal

inventada pelos trovadores

e procuro a excelência

estampada nas minhas letras.

Leio as palavras por forjar

compostas pelos poetas imortais

e sonho ser mais que rimador

mais que aprendiz de poeta.

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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Aos poetas e poetisas da blogosfera (2009)

Vastos mundos

realidades diferentes.

Sentimentos iguais

justificados na desigualdade.

Vidas distintas, certezas comuns

cada um com seu modo de expressar.

Poetas e poetisas de carne e osso

vozes anónimas que falam e explicam

os porquês da singularidade

dos seus pensamentos.

Punhos que riscam individualidade

em temas colectivos.

Vidas contadas em poesia

poemas que são vida.

Verbos de significâncias várias

adjectivações singulares.

Por cada sentimento mil explicações

por cada medo mil reacções

por cada poeta um olhar

em cada poema um trecho de vida.

 

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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Vivemos (2009)

Vivemos o que a vida nos dá

apenas enquanto estamos cá

seja realidade ou só fantasia

e andamos daqui para acolá

meio perdidos, ao Deus dará

cheios de tristeza ou alegria

 

Vivemos o que a vida oferece

ela faz tudo o que lhe apetece

nunca temos votos na matéria

em cada momento que aparece

existe alguém que se esquece

que a vida também é miséria

 

Vivemos como a vida deixa

de nós, ela nunca se queixa

o sofrimento é a nossa sina

somos nós quem a desleixa

e tememos quando se fecha

e tememos quando termina

 

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Domingo, 20 de Setembro de 2009

Poeta arqueólogo (2009)

Poeta que estás por vir

arqueólogo do futuro

que meus poemas vais desenterrar

a ti te peço delicadeza

perante o que agora escrevo.

Não tentes escavar significados

nada de oculto existe na minha poesia.

Não procures intenções escondidas

nos versos que fiz e faço.

Não queiras que meus poemas

sejam a tua vontade.

Não autopsies o meu legado.

A minha poesia não está

nem nunca estará morta

e sobreviverá à minha existência.

Todos os meus versos são claros

tal qual as estrelas têm luz própria.

Estes meus poemas que vais encontrar

ler

estudar

declamar

contestar

discutir

plagiar

são pedaços do meu sentir

trechos do meu pensar

momentos da minha vida.

A ti poeta do futuro

arqueólogo da minha obra

peço vergado pela humildade

não desfigures a minha poesia

não mates o que restará de mim

após a minha transformação.

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