Domingo, 12 de Julho de 2009

Sonhos V (2009)

Das palavras sou escrevinhador

na poesia sou simples sonhador

escrevo poemas à minha medida

uso motes que me são predilectos

são substantivos, todos os afectos

e os verbos dão cor à minha vida

 

Frases que no caderno componho

são delírios surgidos de um sonho

desde há muito, quero ser poeta

os versos que faço são expressão

deste meu monólogo sem padrão

o fim do sonho será a minha meta

 

Sonhos comandam a vida, é certo

acho que nunca estive tão perto

de ver meus devaneios como arte

apenas solto a voz da minha pena

nunca exaltada, sempre serena

como estátua de aço que não parte

 

Nestes pergaminhos da nossa era

escrevo poemas de quem espera

ser confundido com a sua poesia

pode até parecer muita pretensão

mas não passa de uma aliteração

do que para mim eu mais queria

 

São desejos que tenho na mente

sabendo que um poeta é indigente

nunca houve proveito em vida

os poetas sempre foram abjectos

só morrendo se louvam trajectos

miseráveis até à hora da partida

 

Como queria ser poeta inteligível

ser mais que um ser apenas visível

ser um poeta sem contemporâneo

continuar a ser poeta do meu jeito

poder retirar algum do proveito

de ser escrevinhador espontâneo

 

 

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publicado por manu às 09:43
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6 comentários:
De Triskel a 12 de Julho de 2009 às 23:16
Olá Emanuel,
E não o és?

beijo
De manu a 14 de Julho de 2009 às 20:22
Olá Triskel! Por enquanto sou apenas escrevinhador. Beijos.
De Mírtilo MR a 14 de Julho de 2009 às 16:18
Manu:

Como sempre a espontaneidade em poetar e dar à luz bons poemas, sempre com essa serena ânsia de ser poeta, que sem a mínima dúvida é, vertendo sensitivamente no papel o que interiormente lhe vai, com essa incansável pena a escorrer inesgotável inspiração, bem rimada, bem sensibilizante, considerando-se, embora, como qual destino que mesmo levemente quase o atormenta, um aprendiz de poeta, um escrevinhador de versos, como diz.

Um abraço.
Mírtilo
De manu a 14 de Julho de 2009 às 20:25
Amigo Mírtilo!

Apenas aprendiz me considero
há um longo caminho a percorrer
quero ser poeta, não desespero
calmamente, continuo a escrever

Forte abraço
De Utopia das Palavras a 14 de Julho de 2009 às 19:24
Lembro os poetas com paixão
Amo a palavra solta e vadia
O teu poema dá a razão
Ao sentido de toda a poesia!

Manu..., não desistas dele (do sonho)!

Beijo Maior


De manu a 14 de Julho de 2009 às 20:29
Olá Ausenda!

Do sonho, eu jamais desistirei
continuo a sonhar até morrer
o sonho ainda não concretizei
insisto, e continuo a escrever

Beijo Grande

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