Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Quem me dera (2009)

Lá no alto céu, um sol sorri brilhante

reflecte-se na água, glória ofuscante

beleza natural que a vista encandeia

em amenas águas do Atlântico oceano

deito o meu olhar invejoso, humano

e nesta minha mente nasce uma ideia

 

Quem me dera ser um peixe migrador

que corre mundos em busca de calor

com apenas uma urgência que motiva

encontrar o rumo da terra prometida

até à morte, lutar unicamente p'la vida

e morrer no meu povoado, praia nativa

 

Quem me dera ser uma ave e poder voar

correr os céus num bater de asas regular

ser diferente como foi o Capelo Gaivota

reinar nos sete céus durante a Primavera

subir ao ponto mais ilustre da atmosfera

e poder poisar na mais recôndita ilhota

 

Quem me dera ser tudo menos humano

viver em sintonia com as estações do ano

e alimentar-me por necessidade, instinto

queria ser assim neste preciso momento

dar sequência a este meu triste lamento

perdoem-me, mas é assim que me sinto

 

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publicado por manu às 20:52
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16 comentários:
De rosafogo a 30 de Julho de 2009 às 23:09
Quanto mais leio, mais gosto, acabei de ler Poesia sem fim, e SOU XII e comento aqui , porque são todos
lindos e este hoje também me fez sonhar. Às vezes também me refugio e tento esquecer o ser humano que sou.
E invento-me num outro ser experimentando a sua vivência, geralmente ave, pela liberdade, fecho os olhos e fico sonhando.

Adorei amigo, este poema está uma maravilha.
Manu já li o
livro, tive que pedir emprestado, ainda não tenho nenhum meu (como eu gostaria de lhe dizer mais).

um abraço
natalia
De manu a 31 de Julho de 2009 às 18:55
Olá Rosafogo! Por vezes é preciso sairmos de nós e ver as coisas à distância.
O livro foi a minha leitura de Domingo, li-o de uma assentada. No compto geral está muito bom, há poemas lindíssimos e muito bem conseguidos. A única critica que faço tem a ver com o facto de ninguém se ter lembrado de colocar, junto do nome dos autores, uma referência aos blogs. Era muito interessante poder acompanhar mais de perto o que cada um continuará a escrever. Abraço grande.
De poetaporkedeusker a 31 de Julho de 2009 às 10:58
Manu! Hoje tinha prometido a mim mesma fazer-lhe uma visita. Já ando há imenso tempo com saudades das nossas desgarradas... mas hoje ainda não vai dar.
Estou, como sempre, com muito pouco tempo para navegar. Adorei este poema em sextilhas... esta sua viagem até outros seres vivos, outras formas de estar na vida.
Um grande abraço!
De manu a 31 de Julho de 2009 às 19:01
Olá poetisa! Também eu sinto falta das nossas desgarradas, minha amiga.

Ai as saudades das desgarradas
que nós fazíamos pela noite fora
duas mentes sempre inspiradas
que nem davam conta da hora

Elas voltaram com toda a certeza, poetisa. Abraço grande.
De poetaporkedeusker a 3 de Agosto de 2009 às 15:43
Que saudades tenho
Das horas doiradas!
Do venho-não-venho
Dessas desgarradas...

:) Abraço grande!
De manu a 3 de Agosto de 2009 às 18:08
As saudades podem ser atenuadas
com estas simples rimas que fazemos
são também um género de desgarradas
estes versos que mutuamente oferecemos

Abaço grande, poetisa
De poetaporkedeusker a 4 de Agosto de 2009 às 16:57
É isso mesmo, amigo... eu estava só a sentir a falta daquela dinâmica toda do "abre blog/fecha blog" e deixa fluir a criatividade a 200 à hora... :)
Abraço grande!
De manu a 4 de Agosto de 2009 às 21:44
Olá poetisa! A adrenalina do momento...Abraço grande
De poetaporkedeusker a 5 de Agosto de 2009 às 11:44
Ora bem! É isso mesmo :)
Abraço grande!
De manu a 5 de Agosto de 2009 às 21:35
De rosafogo a 31 de Julho de 2009 às 11:56
Olhe Amigo

Também eu tenho saudade
das desgarradas ao anoitecer
Deixo aqui as minha vontade
P'ra que possa de novo acontecer.

A M João que anda sempre a navegar
Por mares nunca dantes navegados
Eu p'los meus sonhos já passados
O Manu cansado. Andamos todos apanhados.

Lembra-se? Hoje é dia de desgarrada
Mas sem pares. como desgarrar?
Mesmo assim fica a nossa amizade selada
Até ser possível com ternura poder continuar.

Um beijo aos dois
rosafogo

De manu a 31 de Julho de 2009 às 19:09
Olá Rosafogo!

As desgarradas até podem aparecer
sem ser em directo também acontecem
basta que haja disposição para responder
assim as desgarradas não se esquecem

desses momentos ficam as saudades
como é bom estar, com alguém, em sintonia
selaram-se assim estas belas amizades
tudo por um gosto comum... a poesia

Beijo muito grande pelos bons momentos já proporcionados pelas desgarradas.
De rosafogo a 31 de Julho de 2009 às 19:55
Já que a hora pouco inporta
neste país pobre mas alegrete
venho bater-lhe de novo à porta
e para deitar trago um foguete!

Assim se encontrou a solução
Vai a desgarrada começar
Ou então espera-se a Mª João
Que amanhã há-de chegar

Não sou muito talentosa
Fazer quadras não é p'ra mim
Já me sinto tão nervosa
Sem talento a chegar ao fim.

Mas a saudade tanta era
Que não cabia na gente
Já era tão longa a espera
Que bato palmas de contente.

Hoje há festa aqui na aldeia, então o país alegrete e o foguete, olhe saíram por isso mesmo.
Bom fim de semana para o amigo
um abraço
natalia
De manu a 31 de Julho de 2009 às 20:26
Lance então esses foguetes
a hora certa é mesmo esta
haja pé de dança, valsetes
que comece agora a festa

a poetisa logo há-de chegar
e dar o seu pezinho e dança
virá e a nossa festa vai alegrar
estou confiante, tenho esperança

venha a musica, toque a fanfarra
bailemos ao som da bendita alegria
na desgarrada ninguém nos agarra
bela forma de comemorar a poesia

libertemo-nos das nefastas ideias
lancemos então esse foguetório
espalhem a noticia pelas aldeias
hoje, estar em festa é obrigatório

Bom fim de semana
De rosafogo a 1 de Agosto de 2009 às 01:10
Ficou alegre o amigo, já a pensar em festa também

O foguete já lá vai... subiu!
Ainda nem a festa começou
Onde está esta gente, ninguém viu?
Meu Deus! Que rabujenta que estou!

Mas haja então muita festança
Que a fanfarra não atrasando...
Logo chegam os pares de dança
E nós três (os amigos) rodopiando.

Divirta-se, abraço
natalia
De manu a 1 de Agosto de 2009 às 14:19
E começou a festa tão esperada
há musica no ar e muita alegria
com poetas de rua à desgarrada
é grande o divertimento e a folia

pares e trios em plena dança
contentamento até à alvorada
ninguém arreda pé nem se cansa
a festa continua e mais nada!

Abraço.

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