Domingo, 30 de Agosto de 2009

Amigos da onça (2009)

Queixa-se o homem de solidão

ninguém lhe estende uma mão

estando necessitado de carinho

mas hipócrita como ele sabe ser

no seu modo típico de agradecer

afasta os amigos e fica sozinho

 

Arranja um animal de estimação

um pássaro, um gato ou um cão

e assim deixa de se sentir solitário

mas com a temperatura a aquecer

chega a época de tudo esquecer

e revela o seu carácter primário

 

Enche de bagagem o seu carrão

certifica-se que fechou a mansão

mas encontra ainda um empecilho

as férias não podem comprometer

é mais um estorvo para resolver

e só o tem por não ter um filho

 

Perante a urgência de uma solução

só consegue despachar a situação

cedendo o fiel amigo ao abandono

como não tem mais tempo a perder

sem se ralar com o que vai ocorrer

assim crê estar a ser um bom dono

 

Fica aqui o meu alerta para a vergonha que acontece todos os anos por esta altura. Se não conseguem tratá-los com o mesmo carinho e respeito que eles têm por vós, pelo menos não os abandonem. Todos sabem como é triste a solidão e o abandono e os animais sofrem tal como os humanos.

 

publicado por manu às 10:32
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De Mírtilo MR a 31 de Agosto de 2009 às 00:16
Manu:
Bom tema nesta altura do ano... O abandono de animais, sobretudo cães. Em quase todo o lado, quase toda a gente vê, por esta estação do ano, cães abandonados, desgraçados, após aos donos afeiçoados, vagueando sem saberem onde parar, onde se alimentar, onde descansar e pernoitar, sentindo-se perdidos em lugares desconhecidos.
A Maria Luísa Adães também tinha um «post» sobre cães abandonados, que comentei. Talvez o Manu o tenha feito também e talvez daí este seu oportuno e alertante poema, realista censura a quem desumanamente abandona os pobres cães.
Eu sei o que é ter cão, pois tenho um há 13 anos, já a envelhecer, a trazer-me problemas de deslocação sobretudo nesta altura do ano, mas, para onde eu vou, vai ele, ainda que as soluções sejam difíceis, tendo eu, portanto, de cumprir os meus sentimentos para com ele até ao fim, como indeclinável dever.

Um abraço.
Mírtilo
De manu a 31 de Agosto de 2009 às 00:31
Amigo Mírtilo ! Mais uma vez fica aqui demonstrado, pelas suas palavras, o quão perspicaz é o seu discernimento. Realmente, este meu poema de hoje tem relação directa com o poema da nossa querida amiga Maria Luísa. Foi ela que, no meu outro blogue http:// manulomelino.blogs.sapo.pt / , me chamou a atenção sobre esse seu poema e pediu que a auxiliasse num género de campanha de sensibilização. E eis que surgiu "Amigos da onça". Eu acho que são de louvar estas iniciativas e assim justifico as minhas prontas reacções. Um forte abraço.
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