Quarta-feira, 1 de Setembro de 2010

Não há poeta (2010)

Não há poeta cuja mão não trema

ao dar vida à sua própria criação

só um poeta vocifera e blasfema

na sempiterna busca da perfeição

 

Não há poeta que use por emblema

falta de génio, de alma e de razão

porque a poesia jamais será dilema

mesmo nos versos sem expressão

 

Não há poeta que renegue a poesia

e tampouco quem dela se desfaça

por mais que a palavra diga o oposto

 

Não há poeta que creia ser heresia

dizer: O poema é filho da desgraça

e um poeta só o pode ser por gosto

 

publicado por manu às 16:49
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