Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Trabalho nas obras II (2008)

Por vezes dou comigo a pensar

se, na cara, tenho algo escrito

nem sempre consigo acreditar

no que oiço, no que me é dito

 

Não sou doutor, longe disso

mas tenho consciência do que sou

tenho um trabalho, um serviço

em tudo o que faço, o máximo dou

 

Podem criticar, dizer que está mal

todos aprendemos com os erros

mas não me falem como a um animal

falem com correcção, não aos berros

 

Sou muito calmo por sã natureza

mas não gosto de ser pisado

aí, perco a calma, com certeza

e transformo-me num ser irado

 

Não sei o que realmente pensam

aqueles que na parede têm diploma

e da arrogância não dispensam

julgam-se fechados numa redoma

 

Oiçam com atenção, o que me irrita

é esse vil e constante bota-abaixo 

só porque carrego uma marmita

não sou nem serei vosso capacho

 

P'rós olhos, não me atirem areia

mesmo tapados, vejo mais que vocês

não me apanham nessa teia

não ando nesta vida à um mês

 

Assumam o que têm de assumir

sejam os homens que dizem ser

para não me voltarem a ouvir

e ver-me, de novo, enfurecer

 

Vocês têm um preconceito errado 

que não perdem nem a murro

lá por eu não ser doutorado

trabalho nas obras, mas não sou burro

 

 

sinto-me: furioso
publicado por manu às 22:03
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De Maria João Brito de Sousa a 15 de Novembro de 2008 às 00:52
Pois é, Manu. Todos nos zangamos de vez em quando.
Eu não suporto preconceitos e nunca percebi lá muito bem como é que alguns seres humanos conseguem tratar o seu semelhante de uma forma tão cruel. Eu não gosto de levantar a voz nem para os animais. Mesmo quando estou zangada tento-me controlar... só levanto a voz para rir. No café, com as minhas amigas, sou capaz de me rir á gargalhada por tudo e por nada... somos três "velhotas" muito divertidas, que enfrentam a rir os seus problemas fisícos. Todas nós temos doenças crónicas e estamos muito melhores desde que começámos a reunir, ao fim da tarde, na esplanada do café. Não nos rimos dos outros, não dizemos mal da vida de ninguém... brincamos com as nossas próprias situações e acabamos, quase sempre, na gargalhada. O mundo seria tão melhor se as pessoas se rissem mais e gritassem menos...
Um abraço.
De manu a 15 de Novembro de 2008 às 18:16
Eu desde muito novo que lido com o preconceito. Crescer no ambiente social e económico em que vivi durante os primeiros dezassete anos da minha vida deu-me uma experiência nesta matéria que muitos sociólogos invejariam . Aprendi que os preconceituosos se dividem em duas categorias; os ignorantes e os maldosos. Não sei qual destes grupos merece mais repúdio mas em ambos impera a futilidade de pensamento. No caso em concreto não é só a ignorância mas também a arrogância com que se fala com as pessoas. Eu sou por natureza uma pessoa calma e ponderada e reflito muito antes de fazer seja o que for, mas se há algo que me tira do sério é a falta de respeito. A situação que ocorreu não me dizia respeito mas não me contive perante as "bestialidades" que ouvi. Infelizmente há pessoas neste mundo que se aproveitam das mais "fracas" para libertar as suas frustações pois sabem que não serão contestados. Neste caso o tiro saiu pela colatra. Um abraço.
De Maria João Brito de Sousa a 16 de Novembro de 2008 às 14:31
Ora é isso mesmo! A ignorância e a arrogância são duas doenças graves da humanidade! São mesmo gravíssimas por tudo o que geram de negativo em seu redor. Dois flagelos que deverão ser combatidos com serenidade, mas de forma activa e constante.
Abraço.
De manu a 16 de Novembro de 2008 às 15:22
E esse desfile? Estive na primeira fila e você estava deslumbrante, como sempre. Um abraço.
De Maria João Brito de Sousa a 16 de Novembro de 2008 às 15:33
Obrigada, Manu! Tropecei um pouquinho, mas depois senti-me "em casa", graças ao vosso acolhimento!
Abraço.
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