Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Acesso (i)limitado (2008)

Quando nos habituamos a ter tudo à mão

e o que nos faz falta está tão perto

pouco valor damos a uma questão

eu vou falar, digam-me se estou certo

 

Lisboa é uma cidade enorme, muito vasta

tem de tudo um pouco, grande variedade

restaurantes, bancos e hotéis quanto basta

hospitais, escolas e museus em quantidade

 

Tem universidades, cinemas e livrarias

clínicas, quiosques e lojas do cidadão

centros comerciais e muitas lavandarias

empresas de mudanças e fábricas de pão

 

Podia ficar aqui a noite inteira

a enumerar o que Lisboa tem

lugares de lazer e brincadeira

não falta nada para nosso bem

 

Mas nem só dentro ou perto da capital

existem pessoas com necessidade

em muitos locais, para ir ao hospital

perdem-se horas, uma eternidade

 

Há locais sem escola primária

as crianças fartam-se de caminhar

percorrem uma extensa área

para poderem aprender e estudar

 

Há terras sem teatro, cinema ou museu

sem posto médico ou estação dos correios

há quem não tenha o que por direito é seu

e para os ter só através de outros meios

 

A desigualdade neste nosso Portugal

é tão grande que até dá vergonha

eu tenho acesso fácil ao essencial

enquanto algures alguém apenas sonha

 

este texto surgiu após um comentário de Filipe no meu outro blog. Este é para ti amigo.

 

publicado por manu às 23:05
link do post | comentar | favorito
4 comentários:
De Velucia a 29 de Novembro de 2008 às 01:51
Olá amigo Manulo

Não é só em Portugal que isso acontece. É no mundo.

Um abraço.
De manu a 29 de Novembro de 2008 às 19:59
Olá Vera! É verdade! O mundo está cheio de desigualdades, e nem todas são materiais. As mais flagrantes são, sem dúvida, as económicas e sociais. Os países mais ricos estão cada vez mais ricos e os mais pobres cada vez mais pobres. Um abraço.
De filipe a 29 de Novembro de 2008 às 22:54

"A sutileza do pensamento consiste em descobrir a semelhança das coisas diferentes e a diferença das coisas semelhantes."
Charles de Montesquieu

Somos todos "iguais" neste país, uns PORTUGUESES e outros portugueses ( só que mais pequenos).
Abraços.
De manu a 29 de Novembro de 2008 às 23:18
Cabe-nos a nós "iguais" fazer com que todos sejam vistos com o mesmo tamanho. Quem sabe se com mais "carros pretos carros brancos" a sociedade muda e começa a ver as semelhanças que existem na diferença. Abraço.

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