Domingo, 26 de Outubro de 2008

Clássicos (2008)

Supremos mundos que se apresentam

em realidades ficcionadas e paralelas

são histórias que outros representam

são histórias verdadeiras e muito belas

 

São contos com princesas, reis e fadas

dragões, ogres e outros animais falantes

são histórias escritas e bem relatadas

por algumas geniais cabeças pensantes

 

São aventuras, peripécias que educam

são contos, prosas e poesias imortais

são escritos que nunca mais caducam

e não falo do que escrevem os jornais

 

Falo de livros, um registo sempre eterno

que ficam para a eterna posterioridade

são os escritores do tempo moderno

serão recordados toda a eternidade

 

São os grandes clássicos da literatura

que ao longo da vida, ler nós podemos

gostamos mais de uns com ternura

mas de todos não nos desfazemos

 

Paz à alma dos que já partiram

paz no coração dos que permanecem

louvo os que sempre resistiram

e os que nunca mais se esquecem

 

sinto-me: leitor clássico
sugestões: leiam os clássicos
publicado por manu às 17:42
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Sábado, 25 de Outubro de 2008

Coisas do passado (2008)

Longe vão os tempos da minha meninice

Oh companheira! As saudades que eu tenho

de ser criança e viver da terna malandrice

jogar, correr, saltar e gostar de desenho

 

Foi uma infância pobre mas bem vivida

onde o dinheiro era tudo menos importante

em que a escassez era boa e benzida

e a abastança nos era repugnante

 

Quando o brinquedo era feito por nós

até à noite, prolongava-se a brincadeira

ouviam-se as histórias dos nossos avós

bons momentos em redor de uma fogueira

 

Televisão, poucos tinham nesse bairro miserável

era um televisor com dois canais apenas

hoje todos consideram deveras admirável

nós vermos televisão com sinal via antenas

 

Oh saudades da Heidi e da Pipi das meias altas

do Tom Sawyer e da Casa na pradaria

corria-se da escola para casa, sem dar faltas

grandes bandos de garotos, grande correria

 

Havia a sirumba, o espeta e o bate-pé

que rapazes e raparigas partilhavam

havia o berlinde, o pião e grande banzé

quando alguns, no jogo, não entravam

 

Jogos de bola; muda aos cinco acaba aos dez

mochilas na lama amontoadas com precisão

muita correria, saltos, cambalhotas e pontapés

algazarra: - Não foi golo, bateu no travessão!

 

Oh companheira! Desses tempos tenho saudades

são anos que passaram e não mais voltam

os dias hoje são diferentes, tu bem sabes

os miúdos fazem coisas que só nos revoltam

 

Este poema foi inspirado por um soneto da LUABRANCA81 a quem o dedico

 

 

 

sinto-me: de volta à infância
publicado por manu às 20:19
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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

TU ÉS (2008)

És o sol que, o meu caminho, ilumina

és a lua da minha noite de insónia

és a estrela que o meu céu domina

és azáfama na minha parcimónia

 

És tudo no meu contínuo nada

és muito para quem tem tão pouco

és vitória numa alma derrotada

és sanidade de um corpo louco

 

És a verdade da minha mentira

és a coragem que falta ao meu medo

és a ofensiva de quem se retira

és o regresso do meu degredo

 

És onda em manso mar

és corrente contra maré

és ódio quando quero amar

és descrença quando tenho fé

 

És calor nas noites mais frias

és chuva em areias do deserto

pedia-te que viesses, tu partias

ficaste longe quando te queria perto

 

sinto-me:
publicado por manu às 20:29
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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Eternamente teu (2008)

Caminho em tua direcção

olhas para mim de soslaio

para ti já compus uma canção

para ti serei fiel lacaio

 

Quero teus pés beijar

e prestar vassalagem

quero contigo ficar

não ser alguém de passagem

 

És rainha do meu mundo

sou vassalo sem rancor

por ti cavo bem fundo

e enterro-me com furor

 

És dona e senhora assim

como teu servo obedeço

não negas amor por mim

sou teu escravo, não esqueço

 

Sou o tapete persa que pisas

sou folha de papel que amarrotas

dizes que de mim não precisas

e chamas-me lambe botas

 

Não me ofendo com o que dizes

pelo teu amor eu luto

de ti flor, sou as raízes

de ti pomar, sou o fruto

 

Não há sol que queime este amor

não há frio que o congele

por ti rezo e dou louvor

sempre te fui, sou e serei fiel

 

Já estive com outras mulheres

nenhuma delas me satisfez

faço só o que tu queres

e faço-o de uma só vez

 

Refugias-te atrás dessas muralhas

tens uma armadura pronta a ceder

no coração tens algumas acendalhas

que o meu amor por ti vai acender

 

Tu resistes contra vontade

e eu rogo a teus pés

sem ti sou só metade

contigo valho por dez

 

De mim tu sabes tudo

conheces o eu que há em mim

sabes bem que não mudo

sabes bem que sou assim

 

Amo-te mais que a própria vida

mas dela não me desfaço

tu em mim ficarás retida

e com isso não me embaraço

 

O teu nome é Rosa, é flor

gravado a ouro no meu coração

vivo só para ti com amor

morro se não te sentir com emoção

 

Amo-te com todo o meu ser

como não amo mais ninguém

amor assim só pode ver

aquele que ama a sua MÃE

 

sinto-me: filho
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publicado por manu às 23:06
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Sentimentos (2008)

Mas que vida tem o Emanuel

parece um parque de diversões

montanha russa e carrossel

assim brincam as emoções

 

Sentimentos que se chocam

de tão antagónicos que são

alguns até me provocam

elevados niveis de tensão

 

Ora tristeza seguida de alegria

compaixão precedida de indiferença

sofrimento após euforia

realismo e depois descrença

 

Estados de pura melancolia

trespassados pela determinação

mudo de humor da noite p'ro dia

cada hora que passa, uma emoção

 

Ódio, amor, paixão, piedade

desilusão, crença, de novo amor

lassidão, preguiça, saudade

tristeza, alegria, rigidez e dor

 

Desânimo, languidez, infelicidade

cansaço, ressentimento, vigor

regozijo, pena, animosidade

patético, festivo, inspirador

 

Relaxado, atento, protector

doentio, resoluto, capaz

abatido, frouxo, sem rancor

modesto, vaidoso e audaz

 

É um turbilhão de emoções

a que tento resistir

são mil e uma situações

às quais tenho de reagir

 

sinto-me:
publicado por manu às 20:32
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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

VIDA II (2008)

Oh vida que sempre surpreendes

zombas de mim quando te apetece

és cruel, maldosa e entendes

quando o mal surge, e acontece

 

Mais maligna que tu não conheço

não sei que te fiz para agires assim

um tratamento melhor eu mereço

peço piedade, tem pena de mim

 

Tu sempre ouves os meus lamentos

e acodes ao primeiro suspiro

vens de manso, acabam os tormentos

tu renovas o ar que respiro

 

Tens com o destino uma aliança

juntos actuam pela calada

deram a mão, a noite era uma criança

quando recebi a vossa chamada

 

Apoderou-se de mim uma triste melancolia

vocês então vieram para me socorrer

no corpo de alguém que à muito não via

oh que emoção, senti-me desfalecer

 

Quando o telefone tocou altas horas

praguejei rezingão, não o queria atender

mas curioso como sou, atendi sem demoras

quem me ligava tão tarde queria saber

 

Tu tens duas caras, oh vida

podes ser bruxa, mas também fada

ora me pregas uma partida

ora me dás uma surpresa de madrugada

 

Alguém do outro lado da linha

uma voz amiga à muito calada

destruiu toda a tristeza que tinha

invadiu-me uma alegria renovada

 

Oh vida a ti te agradeço agora

voltei a sorrir quando precisei

posso contar contigo a qualquer hora

peço perdão porque de ti duvidei

 

 

 

 

sinto-me: como novo
publicado por manu às 20:17
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Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

SOU (2008)

Sou o que sou, a mais não sou obrigado

tudo o que quero é ser feliz

ter amigos sinceros, ser respeitado

conhecer o mundo de raiz

 

Almejo o que não é impossível

sou como sou por sã educação

isso não me torna menos credível

não quero ser como os outros são

 

Sou eu, só por mim e mais ninguém

sem subterfúgios ou fingimentos

só caminho, quero ir mais além

sem esconder íntimos sentimentos

 

Vejo o mundo em redor e analiso

vou em frente, digo o que penso

caminhar estes trilhos, preciso

evitar os obstáculos da vida, dispenso

 

Tenho honra e coragem suficientes

para assumir tudo aquilo que sou

não represento personagens diferentes

vida a um só corpo e alma dou

 

Sou o que sou, pela razão de ser

ser hipócrita seria mau sinal

sou o que sou, sou até morrer

não vou mudar e ponto final

 

Dedico este poema a todos e todas que me aceitam pelo que sou e não me tentam mudar.

Para vocês fui, sou e serei sempre, EU

 

sinto-me: eu
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publicado por manu às 22:30
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