Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Pássaro livre (2009)

Sou uno e indivisível

a mim mesmo pertenço

no bem e no mal.

Não ser de ninguém é uma bênção

e deste estatuto não abdico.

Gosto de ser pássaro livre

apesar dos momentos solitários

e dos voos sem sentido.

Recuso enjaular-me

em gaiolas alheias

e perder o meu céu

o meu destino.

Não prescindo da liberdade

de ter asas e voar

escolher  minha rota

e os meus portos de abrigo.

Recuso ser ave aprisionada

pelos caprichos de outros.

Posso não ser canora

mas sou ave do meu jeito

assim me fiz

assim me mantenho

assim soltarei o meu último suspiro

 

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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Mensagem lusitana (2009)

Por mares nunca dantes navegados

andaram os marinheiros lusitanos

donos do mundo por vários anos

vastos os territórios conquistados

 

Em pequenas galeotas embarcados

venceram heróis gregos e troianos

apenas simples mortais e humanos

nunca me pareceram acobardados

 

Hoje em dia tudo isso parece mito

tão longe estamos dessa realidade

tão distantes de ter essa coragem

 

A glória não foi vã, nisso acredito

julgo que Pessoa disse a verdade

quando elaborou a sua "Mensagem"

 

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publicado por manu às 19:00
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Domingo, 8 de Novembro de 2009

Este meu país (2009)

No meu país à beira-mar plantado

sente-se do furacão, o seu rodopio

o povo vive com seu destino frio

o motor da nação parece parado

 

Neste meu país de grande passado

nunca ninguém recusou um desafio

mas hoje em dia existe um vazio

o tempo fez perder o nosso legado

 

Somos um povo de grande tradição

nós demos novos mundos ao mundo

fomos uma nação de excelsa coragem

 

Hoje vivemos em extrema confusão

sentimos que o barco irá ao fundo

assim vai terminar a nossa viagem

 

 

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Sábado, 7 de Novembro de 2009

Sociedade (2009)

Solto o meu grito mais profundo

berro a insatisfação pelo mundo

o que estou a ver não me agrada

uns, coitados, bateram no fundo

e eu quero ver se não me afundo

evitando ser outra alma penada

 

Solto bem alto o meu ténue alerta

sem saber se esta é a forma certa

para deixar a sociedade alarmada

dou expressão a esta voz de poeta

não existe saída, uma porta aberta

para esta comunidade fragmentada

 

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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Lá fora a chuva cai (2009)

Lá fora a chuva cai.

Neste meu beco de ideias

tento alinhavar conceitos

em esboços de poesia

que me fogem ao sentido.

Lá fora a chuva cai

em bátegas inclementes

que, ruidosas,

desconcentram-me

impedindo-me de ser criador.

Lá fora a chuva cai

e talvez a água vertida

não queira ser poema

e ao diluir-se

lave o saber que me falta.

Lá fora a chuva cai

senhora de si

alheia ao mundo

alienada de mim

e do poema

que tento escrever.

Lá fora a chuva cai

com suas gotas de água

grossas

insensíveis

absortas

que ignoram a poesia

sendo elas próprias

poemas líquidos.

Lá fora chove poesia.

 

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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Olhar que voa (2009)

Deixo o meu olhar voar de asas abertas

consinto que no futuro faça descobertas

a vida é feita de contínua aprendizagem

voo sobre atitudes erradas, outras certas

concentrado nos sinais de perigo, alertas

sem nunca interromper a minha viagem

 

Soltas pela minha vontade, as asas libertas

voam de um modo próprio, ficam espertas

o meu olhar adeja por instinto e coragem

paisagens ganham vida, formas concretas

legendadas pela verve sábia de mil poetas

dando a conhecer a verdadeira mensagem

 

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publicado por manu às 02:35
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Terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Neste mundo (2009)

Neste mundo virado ao contrário

já ninguém consegue ser solidário

temo mesmo que ninguém quer ser

cada um trilha o seu rumo solitário

com os pensamentos no numerário

objectivo comum, apenas enriquecer

 

Neste mundo sem frente nem avesso

o homem é um ser ignóbil e travesso

solidariedade só se for sem querer

todos exigem porque: - Eu mereço!

por essa vontade, tudo tem um preço

hoje apenas o dinheiro exerce poder

 

Neste mundo só o dinheiro é realce

em sã consciência, digam-me lá se

não é novidade o que estou a dizer

nem existe quem negue ou disfarce

se hoje este vil metal não mandasse

poucos seriam os que saberiam viver

 

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publicado por manu às 22:30
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