Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Poema livre (2008)

Amei...ainda amo

fui feliz, infeliz, odiei... voltei a amar

fui no passado

sou no presente

o futuro?... Não sei!

Amei... sofri... ainda sofro

mas não é o mesmo sofrer

é mais maduro... não doi tanto

sofri como sofre quem ama

mais ainda!

sofri por amar e não o dizer

sofri...

faltaram as palavras... acobardei-me

tive medo...

tenho medo ainda?

não!

hoje falo sem problemas

hoje digo sem vergonha.... amei e tive medo

hoje amo sem medo

mas...sozinho

amo à distância

já é tarde...a oportunidade passou

hoje, quem amo tem familia

não posso destruir essa familia

essa familia existe porque calei

é minha criação!

e agora...

embora fale sem medo...oculto um nome

escondo identidades

não por medo... por respeito

e... porque quem amo

se não sabe... desconfia

sofri...porque calei...

não disse... AMO-TE!

e sofri... e mais sofri quando o destino quis

oh como sofri!

oh como doeu!

mas tudo passa

tudo... menos o sentimento

esse é maior... mais forte...

é mais sentimento

ainda sofro...outro sofrer

sofro por não me libertar de um amor

sofro por não conseguir amar outra mulher

é outro sofrer...

mais suave... mais terno

quem sabe... um dia...

amanhã, depois... noutra encarnação

serei feliz.... completamente

de corpo inteiro

até lá....

amo... e sofro

 

sinto-me: reconciliado comigo
publicado por manu às 18:20
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8 comentários:
De inoutyou a 16 de Dezembro de 2008 às 23:07

Se Amar alguém é sofrer,
mesmo que esse alguém nos dê a mão
deve ser triste, vontade de morrer,
se esse alguém tem outro coração...

A vida é assim mesmo...

Abraço
Alex
De manu a 18 de Dezembro de 2008 às 01:34
Amigo Alex! Hoje nem vou responder em verso tal a neura com que estou. Estive mais de quatro horas a tentar aceder à net mas o meu IE estava teimoso e não queria colaborar. O que lhe disse num comentário sobre o primeiro amor também se pode aplicar aos desgostos e desventuras de amor. Tudo isto faz parte da nossa vida e é com estes encontros e desencontros que crescemos enquanto homens. Acho que estas vivências, embora algumas dolorosas, servem para nos engrandecer. Um abraço.
De Utopia das Palavras a 17 de Dezembro de 2008 às 14:28
Outrora amor
exaltação...
hoje dor
ferida guardada
contida...
enlevo magoado
que o vento
levará
para encontrar
em folha...
renascida!

Beijos, Manu
De manu a 18 de Dezembro de 2008 às 01:38
Ausenda! É complicado ter de lidar com este sentimento, mas com mais ou menos dor a coisa leva-se a bom porto. Obrigado pelo comentário. Beijo.
De Sónia Maria Da Fonseca Pereira a 17 de Dezembro de 2008 às 21:44
como te entendo meu amigo sofremos do mesmo mal mas espero que deus vele por nós e ainda teremos uma luz no campo do amor.
o que tanto nos é proibido agora estara um dia ao alcance de nossas maos.
muito lindo o teu poema revejo-me em cada frase mas estou do lado inverso hoje sou eu quem tem a familia e abdiquei do amor...
beijo...
De manu a 18 de Dezembro de 2008 às 01:46
Sónia! É por achar que temos o mesmo género de dor, que tenho, dentro do possivel, tentado dar-te uma força através dos meus comentários. Não nego, como fiz na passado, que tenho em mim ainda uma dor que me vai consumindo, mas já consigo suportá-la melhor e, por saber como viver com ela é que tento ajudar outros a superar dores idênticas. Um beijo para ti e outro para a tua filha.
De filipe a 18 de Dezembro de 2008 às 00:02
"Toda reflexão que leve o homem para fora do estreito círculo do seu egoísmo é saudável e boa para a alma, seja qual for o caminho pelo qual enverede essa reflexão. "
(Joseph Ernest Renan)



Sinceramente! foi o poema teu que mais gostei. Lá esta o "romantismo" o amor ausente, a área onde eu me espalho. Abraços.
De manu a 18 de Dezembro de 2008 às 01:58
Amigo Filipe! Uma vez mais te agradeço pelas tuas palavras perspicazes e sempre dentro de contexto. Eu demorei muito tempo até conseguir fazer das minhas dores algo de positivo. Acho que escrever me ajudou a perder o medo de falar de sentimentos. Náo sei quantas vezes, no passado, tive medo de falar do que sentia e me deixava, estupidamente, influênciar pela filosofia do " bom macho" de alguns "amigos" que proibe os homens de serem sentimentalistas. Abraço

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