Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Recordar é sofrer (2009)

As memórias teimam em surgir

mas apenas conseguem magoar

más lembranças só sabem ferir

cicatrizes que tardam em sarar

 

Eu bem sei que recordar é viver

e nunca vou negar esse conceito

mas também sei o que faz sofrer

e sentir amarga tristeza no peito

 

Ó vis memórias, cruéis, nefastas

que pululam nesta minha mente

deixai-me viver sem sofrimento

 

E tu ó lembrança vê se te afastas

por ti já sinto insanidade latente

porque glorificas meu tormento

 

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publicado por manu às 21:10
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4 comentários:
De Utopia das Palavras a 18 de Maio de 2009 às 23:38
Sei que há águas que não podes lembrar
Mas quem comanda o pensamento?
Estavas tão bem, porque foste recordar
Correntes que secaram com o vento!

Manu...quero um poema a sorrir!

Beijo MAIOR
De manu a 19 de Maio de 2009 às 17:46
Olá Ausenda!

Não tenho outro remédio senão recordar
e viver com o que me passa pela cabeça
não conheço o que se faz para o evitar
e duvido sériamente que alguém conheça

Aos pedidos dos amigos eu sempre acedo.
Beijo grande
De Mírtilo MR a 19 de Maio de 2009 às 00:21
Vejo que o soneto como forma poética o atrai sobremaneira. E os seus sonetos são, pelo pouco que ainda li, interiorizados, são estados de alma relacionados com amores e desamores, ou com frustrações amorosas, ou com recordações algo angustiantes ... Hei-de vir lê-lo mais vezes, pois, por agora, li muito pouco ainda.
Identifico-me em boa medida com os seus sonetos, porque também pratico muito tal forma poética, de que muito gosto, por achá-la a forma , digamos, clássica mais curta ou «ginasticada» e muito atraente de exprimir poesia, predominando no meu caso, como no seu, o soneto repassado de sentimentos tristes meus, embora use também o tipo de soneto descritivo e objectivo, muitas vezes também com a tristeza «à flor do verso».
Também a respeito deste soneto, como do «Helena», o meu grande aplauso pelo valor dele.
Um abraço.

Mírtilo
De manu a 19 de Maio de 2009 às 17:37
Amigo Mírtilo! Como fiz referência na resposta ao comentário que deixou no poema HELENA, a minha poesia é muito heterogénia. Em relação aos temas, posso dizer-lhe que essa heterogeneidade também existe e, sendo certo que falo muito da condição humana de um modo mais geral, também escrevo com regularidade sobre a minha própria condição, tanto como homem, "poeta" e observador do meu meio. Não raras vezes, os meus poemas são retratos fieis de episódios do meu dia-a-dia. Quanto à qualidade dos sonetos apenas lhe digo que é precisamente por eles que me catalogo de aprendiz de poeta. Como bem sabe, o soneto, nomeadamente o clássico, é uma poesia que exige mais atenção ao nível da métrica e nesse aspecto os meus podem ser considerados sonetos imperfeitos. Sou mais pela estética visual e de conteúdo do que pela mestria sonetista. Abraço.

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