Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

SOU (2008)

Sou o que sou, a mais não sou obrigado

tudo o que quero é ser feliz

ter amigos sinceros, ser respeitado

conhecer o mundo de raiz

 

Almejo o que não é impossível

sou como sou por sã educação

isso não me torna menos credível

não quero ser como os outros são

 

Sou eu, só por mim e mais ninguém

sem subterfúgios ou fingimentos

só caminho, quero ir mais além

sem esconder íntimos sentimentos

 

Vejo o mundo em redor e analiso

vou em frente, digo o que penso

caminhar estes trilhos, preciso

evitar os obstáculos da vida, dispenso

 

Tenho honra e coragem suficientes

para assumir tudo aquilo que sou

não represento personagens diferentes

vida a um só corpo e alma dou

 

Sou o que sou, pela razão de ser

ser hipócrita seria mau sinal

sou o que sou, sou até morrer

não vou mudar e ponto final

 

Dedico este poema a todos e todas que me aceitam pelo que sou e não me tentam mudar.

Para vocês fui, sou e serei sempre, EU

 

sinto-me: eu
sugestões: sejam genuínos
tags:
publicado por manu às 22:30
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5 comentários:
De Maria João Brito de Sousa a 22 de Outubro de 2008 às 00:23
Agora quem sorriu fui eu! Adorei esse: sinto-meeu
A sério!
De manu a 22 de Outubro de 2008 às 00:37
Ainda bem que assim é. Hoje, quando li o seu soneto lembrei-me de vasculhar o "baú" das recordações e regressei ao melhor ano da minha vida (1993) e revivi as amizades que então fiz (algumas perduram) e de alguns conselhos que me deram. Tento, na medida do possível, seguir essas filosofias e ser apenas eu. Desculpe o desabafo mas neste momento ainda me encontro um pouco afectado por alguns papéis que tinha na gaveta das memórias. Obrigado pela sua visita. Um abraço lamechas.
De Maria João Brito de Sousa a 22 de Outubro de 2008 às 00:56
Tudo bem Manulomelino. Eu chamo-lhes "gavetas dos acasos" porque, como sou muito desordenada e produzo muito, de vez em quando descubro poemas, contos e cartas dos quais já me não lembrava de todo... fico toda contente quando isso acontece!
De MBeirão a 22 de Outubro de 2008 às 23:49
Ser o que se é, simplesmente
Sem ir atrás de falsa aparência
É ser livre, nobre e ter na mente
A verdade da sua issência

Auto-se destrói quem quer ser
O que não é na verdade
Apenas acaba por promover
A sua triste e falsa identidade


O simples facto de sermos simplesmente o que somos ja faz de nós Homens com H grande!

Abraço

Miguel Beirão




De manu a 23 de Outubro de 2008 às 03:05
Faz todo o sentido. Ainda para mais quando somos o que somos de consciência tranquila. Obrigado pelo poema e pelos comentários. Um abraço.

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